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Taboadella: história e inovação no Dão!

Taboadella: história e inovação no Dão!

A parceria entre a Barcelbal e a Taboadella iniciou-se juntamente com o arranque do projeto da Taboadella. Agosto 1, 2022
 

Estivemos à conversa com a Eng. Ana Mota, Diretora de Produção na Taboadella para falar do percurso percorrido desde a construção da adega até agora e de que forma a Barcelbal apoia o processo produtivo da Taboadella.

A TABOADELLA: 50 HECTÁRES RODEADOS DE FLORESTA

Com o amadurecimento do projeto da Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo, passados 20 anos, a Família Amorim decidiu que detinha equipa e know-how para avançar para outras regiões. Após uma vasta procura, entre a região dos Verdes, Dão e Bairrada, surgiu a possibilidade de adquirir a Taboadella.

 

“Uma propriedade maravilhosa, com 50 hectares de área total, dos quais 40 hectares são área de vinha plantada.”

– Engª. Ana Mota

 

A pedido da Doutora Luísa Amorim, a Eng. Ana Mota e o Enólogo Jorge Alves visitaram a Taboadella, pela primeira vez, em fevereiro de 2018. Quando lá chegaram ficaram apaixonados e rendidos aos 40 hectares de vinha num terreno plano, em granito, com um declive máximo de 15% e rodeado de floresta a avistar a Serra da Estrela.

 

“Quando chegamos, vimos uma vinha bastante descuidada e vinhos quase abandonados, mas com potencial.”

– Engª. Ana Mota

 

Nessa altura a Eng. Ana Mota já não ia a tempo de controlar o processo de vinificação desde o início, pois já estavam a terminar a poda da vinha. Restavam apenas duas opções, arriscar e, mesmo sem a compra da Taboadella efetivada, investir 30 a 40 mil euros (que poderiam perder no caso de a compra não se realizar) e aproveitar alguma da produção que eventualmente não fosse destruída pela geada, ou esperar e atrasar um ano.

 

A Dr. Luísa Amorim decidiu arriscar e a equipa comprometeu-se em colocar a Taboadella no mapa do Dão e da Família Amorim. Meteram mãos ao trabalho e vinificaram todas as uvas da propriedade, separadamente por parcelas, para decidirem quais os vinhos que iriam seguir com a Taboadella e quais iriam deixar para trás.

 

Apetrecharam a adega, que não passava de um alpendre em bloco que nem rebocado estava, com cubas com camisa integral de refrigeração e aquecimento, alugaram um chiller e compraram um desengaçador.

 

Após a vinificação, os vinhos que não seguiram com a Taboadella foram vinhos provenientes de castas estrangeiras.

 

“O Cabernet Sauvignon, que não amadurecia convenientemente, o Syrah, que apesar de bom era uma casta estrangeira, e a Touriga Franca, que não é casta DOC nem DOP no Dão, ou seja, apesar de ser uma casta autorizada não é uma casta recomendada.”

– Engª. Ana Mota

 

O vinho produzido nesse ano, foi logo lançado em feiras para grandes escolhas e revistas de vinhos de outubro/novembro. A Taboadella lançou 4 monocastas chamadas de “Estudos”: “Estudo Touriga Nacional”, “Estudo Encruzado”, “Estudo Alfrocheiro” e “Estudo Jaen”.

 

Segundo a Eng. Ana Mota, os Vinhos Estudos foram uma loucura. O Vinho Estudo Jaen, que é uma casta do Dão conhecida por ser “rude” na boca, foi admirado por todos e recebeu vários elogios de “ser o melhor Jaen provado na vida”. A Engenheira reconhece que a Taboadella tem a vinha mais alta de Jaen do Dão, a 520 metros de altitude, mas afirma que não há segredos e para se conseguir um bom vinho, tem haver muito rigor, boa vinicultura e boa enologia.

 

Quando foram lançados, apesar de serem “Estudos”, os rótulos já incluíam o nome “Taboadella” e o lettering utilizado pela marca. Como tal, quando foram lançados no mercado, em 2019, já detinham reconhecimento junto dos consumidores.

 

Taboadella Adega

 

A ADEGA: ELEMENTOS DO DÃO

A adega da Taboadella existia exatamente no mesmo local onde se encontra hoje. Inicialmente, o objetivo era recuperar a adega existente, mas com o estado degradado da adega optaram por demolir e fazer uma nova adega.

 

Com esta mudança de planos, a Eng. Ana Mota aproveitou para redesenhar a adega e torna-la mais eficiente, ligh, sustentável, funcional e a permitir a fluidez do trabalho. A principal alteração foi a inversão das naves, o que implicou refazer por completo o layout previamente definido, mas permitiu à Taboadella trabalhar com um número reduzido de recursos humanos e com quantidade de vinho quase ilimitada.

 

“O Sr. Arquiteto Carlos Castanheira, é uma pessoa excelente e tem muito know-how. Ele é conhecido pelo Sr. Castanheira porque trabalha muito a madeira e nós queríamos uma adega que trabalhasse a madeira, cortiça e pedra, que são os elementos do Dão.”

– Engª. Ana Mota

 

A adega da Taboadella está desenhada para 400 000 garrafas. Segundo a Eng. Ana Mota, no dia em que a Taboadella chegar às 400 000 garrafas, a pirâmide de produto será invertida e o objetivo será produzir maior quantidade de Grandes Reservas em vez de Colheitas, mas não mais do que 400 000 garrafas.

 

“A gama colheita é para ir desaparecendo lentamente. Deixar de vender garrafas a 6€ para passar a vender a 60€ é um percurso difícil, mas faz-se.”

– Engª. Ana Mota

 

Taboadella Adega

 

A VINHA: EXPANSÃO EM CONTINUO

A equipa da Taboadella é de 11 pessoas, constituída por 1 enólogo, 2 adegueiros e os restantes 8 colaboradores estão no enoturismo, adega, jardinagem ou paisagismo. A equipa conta ainda com a Eng. Ana Mota, Diretora de Produção, o Enólogo Eng. Jorge Alves, Área Financeira, Área Logística e as equipas de prestação de serviços para a vinicultura, que são comuns à Taboadella e Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo.

 

A Taboadella não produz da mesma forma como a sua concorrência. Quando a Eng. Ana Mota chegou a esta região, com o seu know-how e experiência, decidiu que a poda na Taboadella iria terminar em abril. Segundo a Engenheira, a região é muito afetada pelas geadas o que implica que a poda da vinha seja realizada mais tarde para que não haja queima da produção.

 

“Quando visitei a Taboadella, em fevereiro de 2018, já tinham efetuado a poda e não consegui fazer nada. No ano seguinte, toda a gente me chamou de maluca por fazer a poda da vinha em abril! A verdade é que hoje, a vizinhança efetua a poda aquando nós. Em tão pouco tempo a Taboadella tornou-se um exemplo no Dão, o que nos deixa muito felizes.”

– Engª. Ana Mota

 

Adicionalmente, na Taboadella as uvas são colhidas maduras e não verdes. Decisão que permite à Taboadella a produção de vinhos com estrutura, aroma e com grau de 13%.

 

“Nós temos o encruzado com grau de 13%, um vinho branco, com uma estrutura e aroma de boca extraordinários. Que é um vinho muito diferente de outro com grau de 10%/10.5%.”

– Engª. Ana Mota

 

Apesar de a Taboadella ser recente, está a expandir a propriedade em continuo, pois, os seus vinhos estão sempre esgotados. Segundo a Eng. Ana Mota o projeto iniciou com 30 000 garrafas e este ano já serão colocadas no mercado 200 000 garrafas.

 

“Acho que o Dão vai ser a próxima região do país a dar grandes frutos. Os vinhos da Taboadella estão sempre esgotados.”

– Engª. Ana Mota

 

Taboadella Vinha

 

O VINHO: PASSADO COM FUTURO

A Eng. Ana Mota conta que o Sr. Américo Amorim dizia que “O que tem passado, tem futuro!” e se o Dão foi a primeira região do país a produzir vinhos DOC tem a obrigação de ter bons vinhos. Igualmente, a história da Taboadella remonta ao ano de 1255, em que existem registos de uma comunidade chamada Villae que vivia na Taboadella e que já produzia vinho.

 

Depois de 20 anos de know-how na Quinta Nova, a definição do portfólio de vinhos na Taboadella foi mais fácil. O portfólio de vinhos da Taboadella distingue-se do portfólio da concorrência, porque apresenta os vinhos por níveis: Colheitas, Reservas e Grandes Reservas.

 

A gama de vinhos da Taboadella incluí dois vinhos Colheita sem barrica, chamados de Villae, 4 vinhos Reserva monocasta, chamados de Encruzado, Jaen, Alfrocheiro e Touriga Nacional, e 2 vinhos Grande Reserva, chamados de Grande Villae.

 

O Encruzado é a casta rainha dos brancos, a Touriga Nacional é a casta rainha do Dão e depois trabalhamos o Alfrocheiro e o Jaen que são duas castas completamente distintas. O Alfrocheiro é uma casta muito delicada, suave e subtil, mas bastante aromática. Eu costumo dizer que o Alfrocheiro é um vinho de senhora delicada e o Jaen é um vinho de homem bruto, porque tem um tanino muito angular e tenso.

Outra casta que temos na Taboadella, é a casta Tinta Pinheira com apenas 1.5 hectare, mas que é o suficiente para a utilização que lhe damos. A casta Tinta Pinheira é apenas utilizada na gama Villae, pois o seu travo de pinho/mata dá-lhes um toque especial.”

– Engª. Ana Mota

 

Apesar de os vinhos do Dão ainda não receberem o mesmo reconhecimento que os vinhos do Douro, a Engenheira, acredita que isso acontece porque ainda não se trabalha o Dão a sério, mas que isso irá mudar.

 

Apesar de ainda estar “crua” no estrangeiro, a Taboadella exporta 50% dos seus vinhos para toda a Europa, Estados Unidos, Brasil e Angola, os restantes 50% são destinados ao mercado nacional.

 

Taboadella Casa de Campo

 

A SUSTENTABILIDADE: AGRICULTURA BIOLÓGICA E BIODINÂMICA

“Temos que nos adaptar todos os dias às alterações climáticas. O mundo está a mudar e está muito no caminho do biológico. Nós, Taboadella, já somos 100% biológicos.”

– Engª. Ana Mota

 

Nas vinhas novas, a Eng. Ana Mota utiliza processos biodinâmicos para que ganhem autodefesas e não seja necessário trata-las contra as doenças. Nas vinhas velhas, continua a utilizar a agricultura biológica, pois considera que estas vinhas teriam dificuldade em se adaptar aos processos biodinâmicos.

 

Importa realçar que a Taboadella produz uvas biológicas e não vinhos biológicos. A equipa não acredita em vinhos naturais, mas sim que a qualidade da matéria-prima é extremamente importante e representa 80% do produto final.

 

Segundo a Eng. Ana Mota, a utilização de uvas biológicas na produção dos seus vinhos permite à Taboadella produzir vinhos com mais aroma, cor, sabor e outro tipo de “coisas” que não são possíveis com a agricultura convencional.

 

“Temos custos mais elevados e produções mais baixas, mas acreditamos que este é o caminho para o futuro!”

– Engª. Ana Mota

 

Na Taboadella a sustentabilidade não é apenas biológica, mas também ao nível financeiro, recursos humanos e processos.

 

“Nós queremos que as pessoas que trabalham connosco fiquem cá, pois custa muito formar uma pessoa para passado 1/2 anos se ir embora. Por isso, é que acreditámos que para ser sustentáveis é necessário que as pessoas sejam bem tratadas, tenham os seus direitos e bons salários.”

– Engª. Ana Mota

 

Taboadella Vinhas

 

O FUTURO: PROJETO EM ASCENÇÃO

Apesar da Taboadella ser um projeto recente com apenas 4 anos, sempre que se fala no Dão fala-se na Taboadella. Segundo a Eng. Ana Mota, a Taboadella preocupa-se em pulverizar o nome do Dão, razão pela qual, as suas garrafas incluem sempre o nome “Dão”.

 

“Na Taboadella pretendemos acompanhar o mercado, continuar a crescer, chegar às 400 000 garrafas, reduzir o número de garrafas dos vinhos de entrada e vender os nossos vinhos bem vendidos!”

– Engª. Ana Mota

 

A PARCERIA PERFEITA: BARCELBAL

A parceria entre a Barcelbal e a Taboadella nasceu juntamente com o início do projeto da construção da nova adega, pois a Barcelbal já é parceria da Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo desde 2003.

 

“Se não temos problemas e temos uma parceria perfeita, quando precisamos de uma Báscula para a Taboadella, obviamente que haveria de ser da Barcelbal. Porque haveria de escolher outro fornecedor se estava tão bem servida com a Barcelbal!”

-Engª. Ana Mota

 

A Báscula Ponte Pesa Camiões instalada na Taboadella é utilizada para controlar o peso da uva na chegada à adega. A Eng. Ana Mota afirma que na Taboadella são muito rigorosos no controlo de custos e é importante que quando a uva chega à báscula, seja apresentado o peso correto, visto que a uva trás um custo que é definido com base no seu peso.

 

“É importante que a Báscula esteja calibrada e certificada e com a Barcelbal nunca tivemos problemas. A Barcelbal tem uma resposta muito eficaz. Sempre que há um problema, nós ligámos e rapidamente aparece um técnico para o resolver. É uma parceria que corre bastante bem!

-Engª. Ana Mota

 

A Eng. Ana Mota conta que com a Barcelbal não tem que se chatear com nada. Quando chega a altura da primavera em que tem que fazer a manutenção e calibração da Báscula, a Barcelbal lembra-a e trata de tudo.

 

“A Báscula é um equipamento que quando estamos a utilizar e surge um problema, este tem que ser rapidamente solucionado, caso contrário entope a produção.”

– Engª. Ana Mota

 

Equipamento de Pesagem instalado na Taboadella

 

Taboadella Báscula Ponte Pesa Camiões Barcelbal

 

Báscula Ponte Pesa Camiões MCA-P-1230-21-BEM
Plataforma Metal/Betão
Dimensões 12x3m
Alcance 40T
Terminal de Pesagem MC-IX Digital
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